Domingo, Fevereiro 26, 2006

CONFETE & SERPENTINA: NO SESC VILA MARIANA

Terça-feira tem um ótimo programa gratuito no SESC Vila Mariana. Os músicos da banda Confete & Serpentina revivem os carnavais antigos, executando canções que marcaram época. Com Walmir Gil (trompete), Valdir Ferreira (trombone), Cacá Malaquias (sax), Carlos Desenha (contrabaixo), Pepa D´Elia (bareria), João Cristal (teclado) e Anaí Rosa (vocal).
>> Praça de Eventos SESC Vila Mariana: Rua Pelotas, 141.
Grátis. Dia 28/2, terça, às 15h30.

Quinta-feira, Fevereiro 23, 2006

LANÇAMENTO: VELHA GUARDA DO IMPÉRIO SERRANO

A primeira formação de velha guarda do Império Serrano foi na década de 80, após a morte de Dona Neném, esposa de Seu Molequinho, um dos fundadores da escola. Seus amigos decidiram alegrá-lo e os pioneiros da escola, como Nilton Campolino, Carlinhos Vovô, Mestre Fuleiro, Mano Décio da Viola, Tio Hélio e Manuel Ferreira passaram a formar a Velha Guarda. Chegaram a gravar um disco, em que Mano Décio aparecia como o destaque. A idade começou a pesar e, no início dos anos 90, o grupo se desfez.
Dez anos depois, na trilha do sucesso das outras velhas guardas, surge novamente a Velha Guarda imperiana. Encabeçando o pessoal estão o bateirista Wilson das Neves, diretor da ala de compositores, e Zé Luíz, líder de honra do grupo. Os outros integrantes são Ivan Milanês, Cizinho (sobrinho de Mano Décio), Toninho Fuleiro (filho do genial Mestre Fuleiro), Fabrício, Aloísio Machado, Capoeira da Cuíca, Silvio e as pastoras Lindomar, Balbina e Nina, todos eles baluartes da história de uma escola cuja característica principal é a tradição. Contemporâneos de figuras como Silas de Oliveira, Mano Décio, Mestre Fuleiro, entre outros, e que, assim como estes, cultivam o samba de verdade, em letra, harmonia e alma. O resultado dessa reunião calcada no amor ao Império e a figuras ancestrais da escola pode ser conferido no disco Um Show de Velha Guarda, lançado pela Biscoito Fino.
A direção musical é de Paulão Sete Cordas, cujo trabalho tem o toque de respeito, quase reverência, de quem veste a camisa porque tem passado. Aliás, o passado é o protagonista do disco. Pois nele os senhores da Serrinha buscaram a matéria-prima pra um trabalho que legitima e revigora o presente. Afinal, referência e memória são fundamentais. Ainda mais numa escola chamada Império Serrano, onde o apreço pelas próprias raízes vem de berço, para que se perpetue o samba que ainda vai nascer.
Para adquirir o cd, clique aqui!

Terça-feira, Fevereiro 21, 2006

CONVERSA AFINADA, ESTA SEMANA NA TVE

Nesta semana que antecede o Carnaval, o Conversa Afinada entra no clima de folia e recebe o sambista que completou 20 anos de carreira. Luiz Carlos da Vila começou a freqüentar o Bloco Carnavalesco Cacique de Ramos nos anos 70, mesma época em que ingressou na ala dos compositores da Escola de Samba Unidos de Vila Isabel, influenciadora do "da Vila" em seu nome artístico.

No bate papo com Patrícia Palumbo, o compositor fala do samba jovem que vem se realizando no Rio de Janeiro, especialmente no reduto da Lapa. Também reconhece que o samba não enfrenta quedas: "às vezes, determinado modismo ofusca um pouco o samba, mas, o samba volta com toda a força a aparecer". No final de 2005, o sambista trabalhou dois discos: Matrizes, lançado pelo Selo Rádio Mec, em parceria com a Petrobras e apoio da Lei de Incentivo à Cultura, e o ao vivo Um cantar muito à vontade . No programa, Luiz Carlos interpreta: Princípio do infinito (Cláudio Jorge/ Luiz Carlos da Vila), Doce refúgio (Luiz Carlos da Vila), Oitava cor (Luiz Carlos da Vila/ Sombra/ Sombrinha), Kizomba, a festa da raça (Jonas/ Luiz Carlos da Vila/ Rodolpho), e outras.
>> Apresentação de Patrícia Palumbo / Direção de Luiz Carlos Pires.
Apoio cultural Petrobras.
De terça a sexta, 23h30; compacto aos sábados, 17h.

Sexta-feira, Fevereiro 17, 2006

PHOLIA NO MEMORIAL: ESTE FIM DE SEMANA

Desde 1990 o Pholia na Faria arrasta multidões por onde passa. Começou na avenida Faria Lima, daí o nome, passou pelo Sambódromo, e nos últimos três anos se concentrou na Zona Norte da cidade. Em 2000 tornou-se um evento oficial, incorporado aos calendários turísticos da capital e do estado de São Paulo.
Em 2006 ocupará um locus privilegiado de São Paulo: a Praça Cívica da Fundação Memorial da América Latina, nos dias 18 e 19 de fevereiro. O Pholia no Memorial acontecerá num ¿pholiódromo¿ em formato oval (de aproximamente 300 metros) que será montado ao lado da Mão, escultura de Oscar Niemeyer, com arquibancadas e camarotes à sua volta.
O Pholia reúne blocos carnavalescos representando clubes, associações de bairro, escolas, entidades diversas, empresas, casas noturnas etc. Cerca de 20 mil foliões participaram dos 16 blocos inscritos. 60 mil espectadores são esperados. Eles formam um publico rotativo que ocuparão as arquibancadas nos dois dias de festa.
Este ano desfilarão, entre outros, os blocos Cascavel, Unidos da Melhor Idade, A Lapa Somos Nóis, Black Pholia e Med Pholia. Um dos destaques é o corso carnavalesco à moda antiga, com desfile de velhos modelos Ford e Chevrolet, levados por foliões vestidos a caráter. No sábado, 18/2, a festa será encerrada por show do grupo de pagode Inimigos da HP. No domingo, a atração final é o Bloco da Band.
Desde a origem, há 16 anos, o Pholia é organizado pela Associação das Bandas, Blocos e Cordões Carnavalescos do Município de São Paulo (ABBC) e, desta feita, em parceria com o Memorial da América. A promoção é da Band FM. O evento conta com o apoio oficial da prefeitura, por meio da São Paulo Turismo. A entrada é franca, mas se pede que o público leve 1 quilo de alimento não perecível, que será doado.
No dia 6, o Memorial recebe o pocket-show Os Bambas do Samba no Auditório, com um repertório que vai de Adoniran Barbosa a Camisa Verde e Branco, passando por Noel Rosa, Geraldo Filme, Zé Kéti e Nelson Rufino, entre outros. No dia 10, é a vez do ensaio geral da escola de samba Camisa Verde a Branca, na Praça Cívica.
É natural que parte das folias de Momo se transfiram para o Memorial pois foi a Barra Funda, especialmente o antigo Largo da Banana (onde atualmente fica o Auditório Simón Bolívar), era um reduto do nascente samba paulista. Sobre isso escreveu o pesquisador Nelson Crecibeni, no texto Convocação Geral, de 2000:
¿Por volta dos anos 30, no Largo da Banana (atual Memorial da América Latina), local onde se fazia a carga e descarga dos vagões da Estrada de Ferro Sorocabana (atual Fepasa), os negros foram organizando rodas de samba (a maioria dos sambistas trabalhava como ensacador nos armazéns); desta primeira manifestação surgiram os embriões das escolas de sambas atuais. São Paulo assim aderiu ao samba e o carnaval foi o grande responsável: praticado com grandiosidade, teve a virtude de despertar o gosto pelo samba simples, cantado por gente simples, numa estrofe ligeira e gostosa.¿
>> Pholia no Memorial: Praça Cívica do Memorial da América Latina
Dias 18 e 19 de fevereiro de 2006 > Horário: Das 12h00 às 22h00
Não é obrigatório, mas pede-se a doação de 1 quilo de alimento não perecível.
Informações: 3823-4600 / Site www.pholia.com.br - Entrada Franca

Quinta-feira, Fevereiro 16, 2006

QUINTETO EM BRANCO E PRETO, DOMINGOS NO BAR SAMBA

Todos os domingos no Bar Samba tem o maravilhoso grupo Quinteto em Branco e Preto. Vale conferir!!
>> Bar Samba: Rua Cláudio Soares, 124 - Pinheiros

Segunda-feira, Fevereiro 13, 2006

O RODA, LANÇAMENTO DE CD NO SESC BAURU

Música brasileira falada no dialeto da cidade de São Sebastião. Essa é a linguagem estética de "Coisas de Amor", novo CD do grupo, onde apresentam um trabalho através da confluência do samba de partido alto, samba-canção, pagode e choro, convidando todos a um mergulho no inconsciente popular das esquinas cariocas. R$ 8,00; R$ 4,00 (usuário matriculado). R$ 4,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes, aposentados e estudantes com carteirinha).
Dia(s) 15/02 Quarta, 21h. Área de convivência.
SESC Bauru: Avenida Aureliano Cardia, 6-71/Vila Cardia

Sexta-feira, Fevereiro 10, 2006

SANDÁLIA DE PRATA, SÁBADO NO SESC IPIRANGA

Banda formada na região sul da capital paulista, que traz no seu repertório novos arranjos para clássicos de Jorge Ben Jor, Marku Ribas, Originais do Samba, Orlandivo, Itamar Assunpção, Bebeto e ainda algumas pérolas do groove brasuca, além de um repertório próprio de ótima qualidade. Grátis
>> Dia(s) 11/02 Sábado, às 19h. Quintal.
SESC Ipiranga: rua Bom Pastor, 822

Terça-feira, Fevereiro 07, 2006

DISCO DE OURO ESPECIAL: CHICO BUARQUE

A série Disco de Ouro trouxe ao palco, no ano de 2005, os seis mais votados discos na opinião de doze críticos musicais. Foram eles: Da lama ao caos, Samba esquema novo, Canção do amor demais, Elis & Tom, Acabou chorare e Tropicália. Houve porém um fato importante: um artista, que teve várias indicações, não entrou na seleção não porque não tivesse um bom disco, mas pelo contrário. Foi muito votado pelos críticos, não alcançando unanimidade em torno de um disco. Os números explicam melhor. O disco mais votado, Tropicália, obteve oito indicações. Chico Buarque, o artista, teve nove indicações - mas em discos diferentes. O que fazer? Ignorar essa votação expressiva em torno de um artista, já que se votava num disco? Foi pedida uma nova votação aos críticos, mas dessa vez somente para indicar três melhores discos de Chico Buarque. A votação foi apertada. A disputa estava entre Construção e Meus Caros Amigos, com um voto de diferença apenas. E, inacreditavelmente, houve empate entre os dois discos! A partir disso, não havia mais como evitar: o disco de ouro que faltou, seria especial e não um, mas dois! Nesta última montagem do Disco de Ouro, teremos um disco duplo, com direção musical de Nelson Ayres e participações de Zizi Possi, Miúcha e MPB-4, Izabel Padovani e Renato Braz.Teatro.
>> SESC Pompéia: Rua Clélia, 93 - Pompéia
R$ 20,00; R$ 15,00 (usuário matriculado e dependentes). R$ 8,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes). R$ 10,00 (estudantes com carteirinha e terceira idade).
Dia(s) 10/02, 11/02, 12/02 Sexta e sábado, 21h/ domingo, 18h.

Segunda-feira, Fevereiro 06, 2006

TRIBUTO AO MESTRE CARTOLA NO SALVE SIMPATIA

Dia 12/02, o Grupo Oficina de Samba estará fazendo um tributo ao Mestre Cartola. Serão apresentados grandes sucessos do mestre, além de músicas pouco conhecidas, mas não menos importantes, e será contada também um pouco da história do bamba.
>> Bar Salve Simpatia, Rua Morato Coelho, 1329, na Vila Madalena, a partir das 19:30 hs. Os convites estão sendo vendidos a R$ 10,00 e R$ 13,00 na porta. Para mais informações, acesse o site www.oficinadesamba.com.br

Quinta-feira, Fevereiro 02, 2006

MUITO SAMBA NOS SESCS DE SÃO PAULO

Para a nova geração, a dica fica por conta do Sambasonics. A banda incorpora elementos de samba e de grooves, reinventando a sonoridade soul/ funk/samba-rock da música brasileira dos anos 60 e 70. Na sexta (03), no SESC Ribeirão Preto.
O sábado (04) terá a música aprofundada do Sambaqui. O grupo tem como referência o Samba de Bumbo, Jongo e Batuque de Umbigada. O show, gratuito, acontece na Praça de Eventos do SESC Vila Mariana. E, no fim da tarde, no SESC Belenzinho, o grupo Revista do Samba apresenta o fino do samba carioca e paulista, com canções de Carmen Miranda, Mário Lago, e Noel Rosa. Também no sábado, em Piracicaba, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela e o Grêmio Recreativo Escola Imperador do Samba apresentam seus sambas-enredo no Parque Lúdico. No domingo, o Grupo Oitava Cor será o convidado do projeto Som de Domingo, que apresenta sambistas da região de Piracicaba.
E como os novatos também são bem-vindos, o sambista Risadinha apresentará seu trabalho de estréia Amor Ao Samba, no SESC Santo André, domingo (05). Destaque para a composição Saudoniran, uma homenagem ao morador mais ilustre de Jaçanã.
No domingo (05) a Escola de Samba Leandro de Itaquera, a mais jovem escola de samba de São Paulo, apresenta show com sua bateria, cantores, passistas, mestre-sala e porta- bandeiras. No palco da Orquestra Mágica, do SESC Itaquera.
O SESC Ipiranga está com um pé na avenida do samba. O projeto O Brasil no Samba Enredo será uma prévia do Carnaval 2006. A programação começa com show do Jamelão, no sábado, (04). Um dos mais importantes e respeitados intérpretes da história da MPB, o cantor tem trajetória vinculada à tradicional escola de samba carioca Estação Primeira de Mangueira. No domingo (05), o desfile continua com a Bateria feminina do G.R.C.E.S. Mocidade Alegre. A unidade ainda terá uma exposição e audição das letras e melodias de importantes sambas-enredo de algumas escolas de samba do Rio de Janeiro e de São Paulo e um workshop de Mestre Sala e Porta Bandeira, com demonstração e ensino dos principais movimentos desse importante casal das escolas de samba do carnaval brasileiro. Com Mestre Gabi, nos domingos, 05, 12 e 19.

 

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